- Todos os grupos devem ensaiar as performances nos espaços escolhidos para apresentação para a turma na segunda-feira (Enunciado da performance abaixo).
- Além da performance, todos os grupos devem fazer a rede de implicações (conforme enunciado abaixo).
- Devem também trazer na segunda-feira a proposta de roteiro para entrevistas com as pessoas da comunidade da escola e começar a fazer o planejamento do levantamento planialtimétrico.
Enunciado Performance
A partir da observação das sensações e qualidades do lugar (sua espacialidade tangível e intangível) o grupo deve pensar com o corpo. Isso é, deve entender o lugar com o corpo, ressaltando as características do lugar para quem for assistir a performance (não é representação do lugar como se o grupo estivesse como observador, reproduzindo elementos com o corpo, mas mostrar o lugar a partir da experiência)
Não apontar com o dedo/indicar elementos com o corpo / não sensualizar com elementos / não tatear como se fosse cego/vendado – o que interessa não é a experiência individual do espaço (embora o foco seja na experiência), mas incorporar o espaço.
Enunciado da Rede de implicações
Pensar na rede de implicações, articulando de fato as implicações por meio de desenhos (trazendo aspectos materiais e de articulação dos lugares com as sensações e com o que dá origem a elas e com o que isso provoca).
Os grupos devem fazer brainstorming para elencar as sensações que tiveram do lugar escolhido para intervenção. É importante que ajustem a linguagem entre os membros do grupo e cheguem a 5 sensações consideradas principais. Para cada sensação, o grupo deve atribuir 2 substâncias (que dão origem à sensação) e 2 ações (que originam da sensação)

Dicas para entrevista
_ Não há uma sequência de perguntas mas sim um roteiro (como se fosse um lembrete do que se quer saber).
_ O objetivo é estabelecer uma conversa / diálogo.
_ O roteiro tem que estar bem introjetado para que os entrevistadores consigam conduzir a conversa naturalmente e não percam a objetividade.
_ Não esquecer o foco da entrevista: no caso de Diamantina eram as complexidades sócio-espaciais do lugar (isso varia e deve ser formulado a cada caso).
_ Esse roteiro deve ser informado pelas primeiras impressões do lugar.
_ Idealmente não fazer perguntas, mas apresentar uma espécie de "enunciado" (sobre o que interessa conversar e porque).
_ No caso de formular perguntas, essas têm que dar abertura para que a pessoa discorra sobre o assunto, de forma que as respostas não se limitem a "sim", "não gosto", "acho bom" etc.
_ Atenção para não incluir a resposta na pergunta.
_ Ao formular as perguntas, considerar que normalmente as pessoas respondem o que acham que queremos ouvir, então é sempre bom ter atenção a isso para não induzir mais do que a nossa própria presença já induz (tentar deixar a pessoa à vontade para que ela fale para além do que ela imagina ser nossa expectativa).
Como se comportar durante a entrevista
_ Apresentar-se brevemente (de onde é, qual o objetivo, o que espera do entrevistado).
_ Entrevista idealmente feita em dupla - uma conversa a outra anota, grava ou filma, e ajuda a primeira pessoa a lembrar de todos os pontos que querem saber. Mas funciona com uma pessoa só também (importante gravar, para voltar aos pontos depois e poder se dedicar a prestar atenção no que a pessoa está falando na hora da conversa).
_ Iniciar a conversa de forma introdutória, perguntando nome e onde mora, e daí explica o que quer saber para o entrevistado falar livremente.
_ Linguagem corporal, concentração, “cara de paisagem” (nem concordar demais e nem discordar, para não induzir as respostas).
_ As pessoas normalmente gostam de conversar, principalmente sobre o cotidiano. Os entrevistadores devem levar isso em conta e não demonstrar insegurança ou constrangimento.
_ Caso o entrevistado fuja do assunto deve-se interrompê-lo delicadamente, fazendo uma pergunta ou retomando algum ponto já mencionado pelo entrevistado.
Exemplo de roteiro para entrevistas em Diamantina – abril de 2018
(construído com os alunos que decidiram fazer intervenções na Casa da Glória, que é um edifício da universidade em Diamantina, e queriam entender a relação dos diversos grupos de moradores com essa Casa)
Apresentação dos entrevistadores: “Somos da UFMG, fazendo trabalho da Escola de Arquitetura sobre Diamantina e Casa da Glória”
Enunciado: "Entender como você (o entrevistado) usa a cidade de Diamantina e se tem alguma relação com a Casa da Glória"
Anotar dados gerais sobre o entrevistado: nome, idade, profissão/estudante, onde mora
A ideia é deixar a pessoa falar. Se ela não falar muito, tentar cobrir o que queremos saber com as perguntas mais específicas formuladas para ajudar (sempre lembrando de não direcionar a resposta):
O que costuma fazer em Diamantina?
O que conhece sobre a história da cidade?
Se for morador (e não turista) saber se moradores fazem alguma coisa juntos (relação de coletividade)
O que faz em Diamantina quando não está em casa ou no trabalho (se for turista, quando está fora do hotel)?
Qual a importância da Casa da Glória para você?
Tem alguma história do dia a dia sobre a Casa da Glória?
O que você recomenda para a gente fazer perto da Casa da Glória (o que tem perto para a gente fazer?
Mostrar imagem do local específico escolhido pelo grupo na Casa da Glória e perguntar se reconhece, se sabia da existência, o que acha que acontece ali, e se usaria esse lugar e como.