quinta-feira, 25 de agosto de 2022

Mensagem de boas-vindas e primeiras demandas (na semana de acolhimento)

Caros/as estudantes,

Esperamos‌ ‌que‌ ‌estejam‌ ‌bem.‌ Imaginamos que vocês devam estar muito felizes de entrar na UFMG e ansiosos pela recepção de calouros na segunda e na terça. As aulas da disciplina PRJ076 – Fundamentação para Projeto de Arquitetura e Urbanismo I (conhecida como “Ateliê Integrado de Arquitetura” – AIA) iniciarão na quinta-feira, dia 08/09, às 7h30, na sala 122 (Laboratório Radamés). O motivo de começarmos nesta data é possibilitar que a maioria de ingressantes esteja matriculada na disciplina, observando o calendário de entradas do SISU, já que é uma disciplina obrigatória do primeiro período do curso de Arquitetura e Urbanismo diurno.

Para aproveitarmos o tempo da disciplina sem prejudicar os que ainda não chegaram, solicitamos que quem já está matriculado aproveite os horários das aulas e visite duas exposições em Belo Horizonte. Para quem chegar depois, solicitamos que visite as exposições fora do horário das aulas. As visitas serão contabilizadas como carga horária e devem ser registradas por cada pessoa por meio de fotos e comentários (que serão postados no blog da disciplina posteriormente para discussão em sala de aula). Uma primeira exposição integra o programa de mostras itinerantes da 34ª Bienal de São Paulo – Faz escuro mas eu canto – e está no Palácio das Artes (Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, aberta de terça a sábado de 9h30 às 21h e domingo de 17h às 21h). A outra é a exposição Brasilidade Pós-Modernismo no CCBB (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, aberta de quarta à segunda das 10h às 22h). Ambas têm entrada gratuita.

Sugerimos que se programem para ficar no mínimo duas horas em cada exposição. Antes das visitas, procurem informações sobre as exposições nos sites oficiais do Palácio das Artes e do CCBB-BH. Quando chegarem nas galerias, antes da leitura das legendas das obras, procurem fruí-las. No caso do Palácio das Artes, vale a pena conversar com o pessoal do educativo que fica nas galerias, pois têm informações que complementam as legendas. No caso do CCBB não aconselhamos a interação com o educativo, pois parece ser mais voltado para o público infantil de escolas que visitam a exposição.

No Palácio das Artes pedimos especial atenção à obra de Jaider Esbell, na galeria Maristela Tristão, analisando a multiplicidade de estratégias adotadas pelo artista para discutir a colonização a que estamos constantemente submetidos e que define nossa condição sócio-espacial. No CCBB fiquem atentos às datas dos trabalhos e biografias dos artistas, para entender o contexto da produção (atual e passada) em relação à Semana de Arte Moderna de 1922.

Atenciosamente,

Professores AIA

segunda-feira, 22 de agosto de 2022

Programa da disciplina

  :: AIA – ATELIÊ INTEGRADO DE ARQUITETURA ::

Escola de Arquitetura da UFMG - 2º semestre de 2022

Fundamentação para o projeto de arquitetura e urbanismo I - 165ha


Professores

Ana Paula Baltazar
Eduardo Mascarenhas
Erica Mattos
Sandro Canavezzi

EMENTA: 

Sensibilização para prática de projeto de arquitetura e urbanismo. Desenvolvimento da habilidade de percepção individual e compreensão do espaço. Introdução ao exercício de projeto pela problematização de situações, proposição e execução de idéias. Instrumentação e desenvolvimento da capacidade para expressar e representar idéias por meios analógicos e digitais, visando ao desenvolvimento de linguagem própria. 

OBJETIVOS: 

O objetivo geral do Ateliê Integrado de Arquitetura (AIA) é possibilitar aos alunos recém-ingressos no curso de Arquitetura e Urbanismo diurno da UFMG uma abordagem inicial e panorâmica das questões fundamentais inerentes ao exercício crítico e criativo da arquitetura e do urbanismo. Por meio da estratégia de "aprender a aprender", objetiva-se enfatizar os processos criativos no uso dos diversos instrumentos e recursos. Busca-se o desenvolvimento de postura crítica tanto para percepção quanto para proposição de objetos e espaços, além de desenvolvimento de linguagem própria de representação (analógica e digital) para lidar com projetos.

Por meio de oficinas, leituras e discussões de textos e imersões em ambientes físicos e digitais, a disciplina tem por intuito sensibilizar os alunos para 1) desnaturalizar o olhar; 2) criar, propor e construir imagens, objetos e espaços interativos e dialógicos; e 3) comunicar os processos de criação, proposição e construção segundo demanda específica de cada projeto por meio de estratégias próprias de representação analógica e digital.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: 

O curso é dividido em 3 módulos sempre trabalhando a criatividade: Percepção-criação; Criação-produção; e Criação-representação. Conforme detalhado abaixo.

Módulo 1: Percepção-criação

Neste primeiro módulo propõe-se a exploração estética visando mudar o olhar e trabalhar com criatividade para desenvolvimento de imagem estática, tempo na imagem, interação e parametrização na escala do objeto, assim como sensibilização para abertura e interatividade, experimentando meios e ferramentas físicos e digitais.

Módulo 2: Criação-produção

O segundo módulo explora a criatividade passando dos objetos para o espaço, por meio de análise espacial, proposta e execução de uma intervenção espacial interativa. Neste módulo são discutidos e experimentados recursos de eletrônica e programação.

Módulo 3: Criação-representação

No terceiro módulo propõe-se a exploração de linguagem própria para representação da intervenção, sistematizando tanto o que será fruído pelas pessoas quanto como construir, ou seja, explora a criatividade na representação tanto da recepção quanto da produção.

MÉTODOS DE ENSINO: 

O curso baseia-se no engajamento dos alunos em todas as aulas por meio de workshops práticos, análise crítica coletiva dos trabalhos resultantes e visitas a exposições e espaços de interesse. Os workshops práticos são permeados diariamente por pequenas seções teóricas (drops) que introduzem os assuntos a serem discutidos e trabalhados pelos alunos. A maioria dos trabalhos acontece de forma incremental e variam entre trabalhos individuais e em grupo. 

MÉTODOS DE AVALIAÇÃO: 

Um dos objetivos do curso é desenvolver a postura crítica dos alunos, por isso as avaliações são em sua maioria análises críticas coletivas dos trabalhos feitos ao longo do curso. Há uma série de trabalhos individuais e em grupo que são avaliados a partir das críticas coletivas. 

Visitas

  • Palácio das Artes
  • Praça da Liberdade
  • Centro Cultural do Banco do Brasil
  • Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG (MHNJB)
  • Inhotim

BIBLIOGRAFIA:​

Baltazar, Ana Paula e Cabral Filho, José dos Santos. Magia além da ignorância: virtualizando a caixa preta. In: Patrícia Moran. Festival de Arte Digital (FAD). São Paulo: Instituto Cidades Criativas, 2011, pp. 12–18.

Baltazar, Ana Paula. Por uma arquitetura virtual: uma crítica das tecnologias digitais. Revista AU, Arquitetura & Urbanismo, nº 131, 2005, pp. 57–60.

Baltazar, Ana Paula. Além da representação: possibilidades das novas mídias na arquitetura. V!RUS, São Carlos, n. 8, dezembro 2012.

Baltazar, Ana Paula. Não existe arquitetura decolonial porque não existe ensino de arquitetura decolonial porque não existe arquitetura decolonial. Redobra, Laboratório Urbano, UFBA, n. 15, ano 06, 2020, pp. 121–136.

Banham, Reyner. A black box: the secret profession of architecture. in: A critic writes: essays by Reyner Banham. Berkeley; Los Angeles; London: Univ. of California Press, 1999, pp. 292–99.

Bardi, Lina Bo. arquitetura ou Arquitetura. In: Silvana Rubino e Marina Grinover (orgs.). Lina por escrito: textos escolhidos de Lina Bo Bardi, 1943-1991. São Paulo: Cosac Naify, 2009, pp. 90–93.

Braga, Gedley Belchior. Através: Inhotim ama Luisa Strina e Fortes Vilaça. Mediação, vol. 10, n. 09,  jul./dez. 2009.

Flusser, Vilém. Nosso programa. In: Pós-História: Vinte instantâneos e um modo de usar. São Paulo: Livraria Duas Cidades, 1983, pp. 25–31.

Flusser, Vilém. Design: obstáculo para remoção de obstáculos?. In: O mundo codificado: por uma filosofia do design e da comunicação. Trad. Raquel Abi-Sâmara. São Paulo: Cosac Naify, 2008, pp. 193–98.

Flusser, Vilém. Animação cultural. In: Ficções filosóficas. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1998, pp. 143–147.

Gullar, Ferreira. Teoria do não-objeto. In: Aracy Amaral (Org.). Projeto construtivo brasileiro na arte (1950–1962). Rio de Janeiro: MAM; São Paulo: Pinacoteca do Estado, 1977. 

Haque, Usman. Arquitetura, interação e sistemas. Revista AU, Arquitetura & Urbanismo, agosto de 2006, pp. 68–71.

Hertzberger, Herman. Lições de Arquitetura. Trad. Carlos Eduardo Lima Machado. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

Jones. John Chris. Part 2 Opus one, number two. In: Designing designing. London: Architecture design and technology press, 1991, pp. 158–166.

Lacaz, Carlos Augusto Martins. Guto Lacaz: omemhobjeto: 30 anos de arte. São Paulo, SP: Décor Books, 2009.

Lemos, Celina Borges; Dangelo, André Guilherme Dornelles; Carsalade, Flávio de Lemos (Orgs.). Escola de arquitetura da UFMG. Lembranças do passado, visão do futuro. Belo Horizonte, EA/UFMG, 2010.

Apostila:

Haque, Usman; Somlai-Fisher, Adam. Low tech sensors and actuators: for artists and architects. 2005. Disponível em: http://lowtech.propositions.org.uk/lowtech-sensors-and-actuators.pdf

Resultado final e exame especial

Prezados alunos, as notas da disciplina já foram lançadas e cada um deve consultar o sistema. Quem ficou com nota menor que 60 e maior que 4...